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O equilíbrio mais complicado de manter: Parentalidade e a Vida Profissional

Parentalidade e a Vida Profissional

Ora bem, este é um assunto que é muito pouco falado, talvez porque haja um estigma ou receio que seja visto como fraqueza mas acaba por ser exatamente o contrário. A Parentalidade e a Vida Profissional, relatados de acordo com a minha experiência pessoal.

Ainda hoje pergunto-me como é que durante tanto tempo, pensei de forma errada (ou talvez não tão certa).

Somos levados a pensar, desde muito novos que é necessário levar uma vida equilibrada, tanto a nível familiar, profissional, social, espiritual, etc, etc

A verdade é que este equilíbrio é como um simples kayake para alto mar, é muito desgastante segurar.



A Parentalidade é muito idêntica à Gestão de uma Startup com recursos muito limitados

Para que não exista uma sobrecarga, é necessário compreender em que momento é preciso alocar recursos.

Para quem não conhece o conceito “alocar recursos” consiste em mover trabalhadores de uma determinada área para colmatarem uma ausência noutra área distinta.

Digo isto porque, muita das vezes é necessário abdicar de certos momentos para que toda a atenção seja direcionado ao bebé.

Muitos do momentos em que podia “descansar” e ter algum tempo para mim, inconscientemente era obrigado a tomar conta da casa para que o bebé cresça num ambiente limpo e arrumado.

Ou, porque simplesmente queria dar algum descanso à minha companheira.



Por escolha minha, decidi colocar a Parentalidade em primeiro lugar

Quando falo em Parentalidade, não é somente cuidar de um bebé.

Há toda a uma estrutura que propícia uma decisão destas, seja situação económica, familia que vive perto, familia que vive longe, o estado emocial.

Acabei por não aceitar projectos grandes, cancelar projectos pessoais e ver a minha vida profissional em águas de bacalhau.

Era algo que deixava-me bastante desconfortável, perceber que sou jovem e podia estar a fazer 30 por uma linha

Acabou por ser a melhor decisão que podia tomar.

Tive tempo para ver o pequeno crescer, estabelecer uma ligação paternal e ainda consegui executar todas as tarefas que eram necessárias nas colaborações que foram mantendo-se.

Neste momento, o Martim tem 11 meses, a caminho do 1º ano de idade e profissionalmente, estou a voltar com tudo.

A Parentalidade é tão confuso como a escrita de este artigo. Passo tudo muito rápido, não dá para tirar grandes conclusões porque acaba por ser tudo diferente dia após dia.

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